domingo, 7 de outubro de 2012

Profissionais da Segurança Pública - Parte II

Postada às 02:45 h em 07/10/2012.
Questionamento feito entre quatro paredes, que entendo ser interessante. Quanto custamos pro Estado? Cá estou(amos) pensando no bom serviço prestado ao cidadão catarinense. Bem ou mal recebemos salário, nos é dada a carteira funcional, o título de policial civil, um par de algemas e, o que pesa mais, UMA PISTOLA TAURUS, PT 24/7 PRO CALIBRE 40. 24/7 (vinte e quatro barra sete) significa que foi projetada pra trabalhar 24 horas por dia e nos 7 dias da semana. E daí? Faz-se um concurso público para a contratação de mão de obra para o Estado, logo, vem na mente a estabilidade financeira, a perfeita simetria entre a realização profissional e o desejo de servir e servir com qualidade. Mais uma vez eu pergunto: E daí? Dai que, grande parte do tempo dedicado a tal realização profissional e à busca pela prestação do serviço com qualidade, O POLICIAL perde realizando atendimentos da esfera civil. Delegacia virou Juizado Especial Civel, onde passamos a maior parte do tempo registrando extravio do brinco de identificação animal, o famoso "Brinco do Boi", cancelamento de cheque de transação comercial muito mal feita e, ainda, comunicação de "FIM DE CASAMENTO ou UNIÃO ESTÁVEL". Isto mesmo, "FIM". Lembro que semana passada, quinta-feira, dia 27/09/2012, por volta de 20:30 h, "x" teve a paciência de deixar sua casa e dirigir-se até a delegacia, com o "FIM" de comunicar que domingo, 30/09/2012, deixaria seu esposo, ainda pela manhã. E hoje, dia do pleito eleitoral, NÃO FOI DIFERENTE. Só restou, ainda, a pistola, o título, o par de algemas..... e ainda nos chamam "Profissionais da Segurança Pública".

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